O Ministério da Saúde informou que, nos últimos cinco anos, houve um crescimento de quase 140% na busca por serviços de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) por problemas de dependência de jogos on-line. Em junho, o Ministério da Fazenda divulgou que mais de 500 mil pessoas pediram a exclusão dos cadastros de bets por tempo indeterminado, principalmente porque perderam o controle. A ferramenta de autoexclusão está disponível na plataforma gov.br
O país é considerado o quinto colocado no mundo em apostas esportivas. E o número de apostadores aumenta significativamente, com impacto na saúde. Apenas nas duas primeiras semanas da Copa do Mundo 2026, a parcela da população que colocou dinheiro em apostas online saiu de 11%, em maio, para 34,8%, em junho, como mostra um levantamento feito pela Klavi, com base em informações disponibilizadas pelo Banco Central. O valor médio das apostas saiu de R$ 188 antes da competição, para mais de R$ 500 por apostador.
Um estudo feito pelo Instituto de Estudos de Políticas Públicas em Saúde (IEPS) aponta o custo de cerca de R$ 17 bilhões relativos a mortes por suicídio e R$ 13,4 bilhões relativos à depressão, considerando R$ 10,4 bilhões à perda de qualidade de vida e R$ 3 bilhões em tratamentos médicos. Assim, o custo total anual ligado à saúde chega a R$ 30,6 bilhões.
O estudo elaborado pelo IEPS, em parceria com a Frente Parlamentar da Saúde Mental (FPSM) e a Umane, mostra que a prática recorrente de jogar ou apostar online traz impactos cada vez mais preocupantes para a saúde e o bem-estar. Além dos custos ligados à saúde, os jogos online causam danos financeiros, econômicos e sociais. Ao todo, os custos sociais anuais chegam a R$38,8 bilhões e englobam, também, perda de moradia (R$1,3 bilhões) e de benefícios de seguro-desemprego (R$2,1 bilhões) e encarceramento (R$4,7 bilhões).
Fontes: Agência Câmara de Notícias e portal Futuro da Saúde